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As maiores vendas da história do futebol português

De João Félix a Viktor Gyökeres: os negócios que puseram Benfica, Sporting e FC Porto no topo das vendas europeias e o que explicam sobre o modelo português.

Interior do Estádio da Luz, em Lisboa, com as bancadas vermelhas vazias e o relvado listrado em primeiro plano
Estádio da Luz, casa do Benfica, em Lisboa. Foto: Florent Dusonchet, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Em resumo

  • João Félix (126 M€) continua a ser a maior venda de sempre de um clube português.
  • O Benfica ocupa os três primeiros lugares da lista.
  • Vários dos maiores negócios fecharam pelo valor exato da cláusula de rescisão.

Poucos campeonatos no mundo vendem tão bem como o português. A Liga Portugal não tem as receitas televisivas das grandes ligas, mas compensa noutra frente: identifica, forma e valoriza jogadores até um clube estrangeiro aceitar pagar valores muito altos por eles.

Reunimos os negócios mais altos já feitos pelos três grandes. Os valores indicados são os montantes base comunicados pelos clubes, sem objetivos variáveis, arredondados.

O pódio: Félix, Enzo e Darwin

João Félix continua a ser a maior venda de sempre de um clube português. Em 2019, o Atlético de Madrid pagou os 126 milhões de euros da cláusula para levar o avançado formado no Seixal, com apenas uma época completa na equipa principal do Benfica.

Quatro anos depois, o Benfica repetiu a proeza com Enzo Fernández. O médio argentino tinha chegado ao Estádio da Luz no verão anterior e saiu em janeiro de 2023 para o Chelsea por 121 milhões, também pelo valor da cláusula.

Darwin Núñez completa o pódio: o Liverpool pagou 75 milhões de euros fixos em 2022, com objetivos que podiam elevar o total de forma significativa.

Os restantes grandes negócios

  • Rúben Dias: Benfica para Manchester City (2020), cerca de 68 milhões.
  • Viktor Gyökeres: Sporting CP para Arsenal (2025), cerca de 63,5 milhões mais objetivos.
  • Otávio: FC Porto para Al-Nassr (2023), 60 milhões, valor da cláusula.
  • Manuel Ugarte: Sporting CP para Paris Saint-Germain (2023), 60 milhões, valor da cláusula.
  • Nico González: FC Porto para Manchester City (2025), 60 milhões, valor da cláusula.
  • João Neves: Benfica para Paris Saint-Germain (2024), cerca de 60 milhões mais objetivos.
  • Bruno Fernandes: Sporting CP para Manchester United (2020), 55 milhões mais objetivos.
  • Éder Militão: FC Porto para Real Madrid (2019), 50 milhões.

Um modelo que depende da formação e do olho para o talento

A lista mistura dois perfis. De um lado, jogadores formados em casa, como João Félix, Rúben Dias ou João Neves, cuja venda é quase lucro puro. Do outro, apostas feitas no mercado sul-americano ou em ligas menos mediáticas, como Enzo, Darwin, Militão ou Gyökeres, compradas por valores bem inferiores e revendidas depois de uma ou duas épocas.

Em ambos os casos, os jogadores tiveram minutos na equipa principal, jogos nas competições europeias e cláusulas de rescisão elevadas, o que obrigou os compradores a negociar a partir de valores altos.

  • Benfica
  • Sporting CP
  • FC Porto
  • Transferências

Redação Gavrido

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