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Cláusula de rescisão: como funciona e porque é tão importante em Portugal

É a expressão mais repetida em cada mercado de transferências. Explicamos o que é a cláusula de rescisão, quem a paga e porque os clubes portugueses a usam como escudo.

Bola de futebol pousada sobre um relvado, com fundo desfocado
Bola de futebol sobre o relvado. Foto: Peter Glaser baraida, CC0, via Wikimedia Commons.

Em resumo

  • A cláusula é o valor que permite rescindir o contrato sem acordo do clube.
  • Normalmente é paga pelo clube comprador, em nome do jogador.
  • A maioria das transferências fecha abaixo desse valor, com objetivos e percentagens.

Sempre que um jogador de um grande português começa a despertar interesse lá fora, surge a pergunta: qual é a cláusula? A resposta ajuda a perceber quanto poder negocial o clube tem e quão perto está uma saída.

O que é a cláusula de rescisão

A cláusula de rescisão é um valor inscrito no contrato de trabalho do jogador. Se esse montante for pago, o contrato pode ser rescindido sem necessidade de acordo com o clube. Na prática, funciona como um preço máximo: acima dele, o clube vendedor deixa de ter a última palavra.

Na maioria dos casos, o valor não é depositado pelo próprio jogador, mas pelo clube interessado, em nome do atleta. Foi assim que saíram, por exemplo, João Félix do Benfica, Otávio e Nico González do FC Porto.

Porque são tão altas

Os clubes portugueses vivem, em grande parte, das vendas. Uma cláusula elevada protege o ativo e obriga qualquer comprador a negociar. É comum ver renovações de contrato em que o salário do jogador sobe e, em troca, a cláusula passa para valores muito acima do mercado.

Isto não significa que todos os negócios se façam pelo valor da cláusula. A grande maioria das transferências é negociada abaixo desse teto, com pagamentos faseados, objetivos e percentagens de uma futura venda.

Outros conceitos que vale a pena conhecer

  • Objetivos (bónus variáveis): valores adicionais pagos se o jogador ou a equipa atingirem metas, como número de jogos ou títulos.
  • Mais-valia futura: percentagem de uma próxima venda que fica para o clube vendedor.
  • Mecanismo de solidariedade: regra da FIFA que reserva até 5% das transferências internacionais aos clubes que formaram o jogador entre os 12 e os 23 anos.
  • Direitos económicos: a parte do valor de uma futura transferência que pertence a cada entidade. Hoje, a FIFA proíbe que terceiros alheios ao futebol detenham esses direitos.
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Redação Gavrido

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